sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A primeira vez a gente nunca esquece

Voltando a Riviera 3 anos depois, já maior de idade, na faculdade, porém ainda virgem. Desta vez a novidade no apartamento do Ruizão era que eu levaria meu namorado. Já havia contado todas as nossas histórias para ele, afinal ele poderia se assustar.
O Ale era um cara super legal e todo mundo o adorava. Ele e a Pati viviam fazendo briga de almofada, apesar de termos crescido alguns hábitos nunca mudaram: guerra de almofada, cerveja, cigarros e alegria.
Nesta época eu descobri um novo hobby, fazer yoga na varanda e de manhã ir a academia do prédio do Ruizão com o Ale e a Maggi. Acho que tinha criado consciência que se continuasse só bebendo, não ia muito longe.
Minhas amigas estão mais nervosas que eu em relação a minha primeira vez. Eu e Ale tinhamos um quarto só nosso com duas camas de viúvas incríveis e que dava para escutar o barulho do mar. Minhas irmãzinhas tinham preparado uma surpresa: colocaram velas no nosso quarto, que só ajudou a fazer um clima perfeito. Posso dizer que a primeira vez agente nunca esquece e posso dizer que tive muita sorte, pq foi incrível, romântico e perfeito. Eu lembro que o Ale até chorou.
A parte mais constrangedora foi sair do quarto com cara de paisagem, pois afinal todos ali sabiam o que estava rolando. Lógico que a primeira coisa que fizemos, foi nos trancarmos nos quarto, as cinco, para eu contar tudo com detalhes e lembro que todo mundo chorou juntas!

Continuação 02 Mudaram as Estações

O suco nos foi de muita utilidade porque ele sempre era misturado com vodka para dar um adicional nas várias jarras de chopp que tomávamos. Quer luxo melhor que esse: os barris eram substituídos após terminarem. No final tomamos tudo, e só sobrou o barril de chopp escuro, que bebemos até o último minuto antes de ir embora.  
O suco com adicional e a jarra de chopp eram sempre levados à jaja, onde os flertes começavam. Eu e Henrique sempre tínhamos a história de nossa noite inesquecível na pedra, que na realidade nunca aconteceu, a Claudia vivia trocando mil olhares com o Gu, mas quem não queria agarrar o Gu ele era uma graça e mais novinho. 
Eu tinha uma paixão pelo namorado da Pati, que não era segredo para ninguém e nos divertiamos quando ele me jogava no sofá e faziamos guerra de almofada.
Para falar bem a verdade, tirando as batatas e alguns bifes que faziamos na churrasqueira da varanda, não me lembro de comer muito, mas beber e fumar, eram coisas insubstituíveis em nosso cardápio.
Como o frio era intenso, também não íamos muito a praia, me lembro de nesta temporada ter pisado na areia apenas uma vez. 
O mais legal de todas estas semanas juntas era que assunto não faltava e nossa amizade só crescia, junto com mais histórias e mais amor. Éramos felizes e sabíamos!
 

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Continuação Mudaram as Estações

Sem muitos privilégios o Apê do Ruizão, tinha a vista entediante do mar, a chatice da Jájá (Jacuzi), que era acompanhada da jarras de chopp tiradas do bar na churrasqueira do térro do prédio, mesa de sinuca e espriguiçadeiras que podiam custar o preço de uma moto 0k.
Passamos dias e dias comendo congelados incríveis que a mãe do Ruizão e Gú mandava junto com as roupas de cama limpas, vitaminas Leco e achocolatados prontos, pois ela devia pensar que seria muito trabalho ter o leite e o chocolate para misturar... Um luxo para os nossos padrões da época de compras de mercado.
Assim mesmo querendo deixar menos entediante nossa viagem, Ruizão teve a brilhante idéia de fazer batatas no forno, hm.... Delícia seria se ele não tivesse cortado uma batata junto com a mão. Liberando uma grande quantidade de sangue pela sala, cozinha e pia...
As cores da sala variavam do azul do céu, o branco dos móveis e o tabuleiro de xadrez, eterno amigo do Gú causando nos interesse pelo jogo... e pelo Gú.
Era aguardado para ver se o Gú chamava alguém pra jogar xadrez, para ele ganhar é claro.
Adorava, pois assim poderia passar alguns minutos olhando para ele sem ser flagrada.
Mesmo quando em outros verões quando ele arranjou uma namorada, o encanto era o mesmo.
Ninguém ficou com ele. rs.
Na sala de estar, com sofás brancos e almofadas cilíndricas brancas, ótimas armas da nossa guerra generalizada para tirar o tédio. Não era muito saudável lutar contra o Ruizão e a Pati, o casal mais divertido. A Pati desde que ela começou aos doze anos viajar por muito tempo, ela aprendeu a voltar e abraçar as pessoas, com muito empenho e deslocação da coluna do próximo. E o Ruizão, um moço muito educado, meigo e carinhoso, perdia muitas vezes a noção do seu tamanho e força nas guerrinha espontâneas da sala de estar.