sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Continuação Mudaram as Estações

Sem muitos privilégios o Apê do Ruizão, tinha a vista entediante do mar, a chatice da Jájá (Jacuzi), que era acompanhada da jarras de chopp tiradas do bar na churrasqueira do térro do prédio, mesa de sinuca e espriguiçadeiras que podiam custar o preço de uma moto 0k.
Passamos dias e dias comendo congelados incríveis que a mãe do Ruizão e Gú mandava junto com as roupas de cama limpas, vitaminas Leco e achocolatados prontos, pois ela devia pensar que seria muito trabalho ter o leite e o chocolate para misturar... Um luxo para os nossos padrões da época de compras de mercado.
Assim mesmo querendo deixar menos entediante nossa viagem, Ruizão teve a brilhante idéia de fazer batatas no forno, hm.... Delícia seria se ele não tivesse cortado uma batata junto com a mão. Liberando uma grande quantidade de sangue pela sala, cozinha e pia...
As cores da sala variavam do azul do céu, o branco dos móveis e o tabuleiro de xadrez, eterno amigo do Gú causando nos interesse pelo jogo... e pelo Gú.
Era aguardado para ver se o Gú chamava alguém pra jogar xadrez, para ele ganhar é claro.
Adorava, pois assim poderia passar alguns minutos olhando para ele sem ser flagrada.
Mesmo quando em outros verões quando ele arranjou uma namorada, o encanto era o mesmo.
Ninguém ficou com ele. rs.
Na sala de estar, com sofás brancos e almofadas cilíndricas brancas, ótimas armas da nossa guerra generalizada para tirar o tédio. Não era muito saudável lutar contra o Ruizão e a Pati, o casal mais divertido. A Pati desde que ela começou aos doze anos viajar por muito tempo, ela aprendeu a voltar e abraçar as pessoas, com muito empenho e deslocação da coluna do próximo. E o Ruizão, um moço muito educado, meigo e carinhoso, perdia muitas vezes a noção do seu tamanho e força nas guerrinha espontâneas da sala de estar.

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